terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Sabias que há 2 milhões de pessoas em risco de pobreza em Portugal?

Mais de 2 milhões de pessoas em risco de pobreza em Portugal.

Seriam 4 milhões sem os apoios sociais.

16 em cada 100 pessoas ganham menos de 632 euros por mês.

Aceder em: https://tviplayer.iol.pt/programa/tvi-jornal/

domingo, 1 de dezembro de 2024

Sabias que vai aumentar a idade de reforma?

 

Fonte: Título de notícia no Jornal de Negócios


E como vivenciar a reforma de forma saudável?

O processo de envelhecimento é natural e universal, ou seja, atinge a todos os indivíduos da espécie humana. Os principais objetivos do envelhecimento saudável são a promoção da independência dos idosos e uma melhor qualidade de vida. O termo “saudável” faz referência ao indivíduo que está em um estado completo de bem-estar, incluindo o físico, mental e o social.

Entre os principais aliados para um envelhecimento saudável, pode-se citar:
- a prática regular de exercícios físicos;
- uma boa alimentação.

A saúde mental também é vista como um dos principais fatores para um envelhecimento saudável. Passe tempo com seus amigos e familiares, mantendo um convívio social. Uma boa-noite de sono também é importante para o bem-estar mental.

Sabes onde fica o Estreito de Magalhães?

O estreito de Magalhães é uma passagem marítima natural situada no extremo sul da América do sul, que separa o continente da ilha da Terra do Fogo. Com uma extensão de 570 quilómetros, liga os oceanos Atlântico e Pacífico e era uma importante rota fundamental para a navegação antes da construção do Canal do Panamá.



Fonte: Google Earth Web

Descoberta em 1520 pelo explorador português Fernão de Magalhães, esta passagem representou um avanço significativo na história da navegação, oferecendo uma alternativa mais segura às perigosas águas do Cabo Horn. O seu significado histórico e geográfico torna-o um símbolo da exploração e do comércio marítimos.

Fonte: Fernão de Magalhães, navegador português, retratado por Charles Legrand (Jornal Público)

Magalhães estava convencido de que conseguiria encontrar uma rota mais curta para chegar ao Oriente e lutou contra todos os elementos para descobrir o caminho que permitiria atravessar do Atlântico ao Pacífico. 

"Segundo Luís Filipe Thomaz, a expedição comandada por Magalhães, que zarpou de Espanha a 20 de setembro de 1519, apanhou “a circulação do anticiclone do Pacífico Sul e a corrente de Humboldt [ou corrente do Peru] até chegar ao Equador”. Depois, beneficiou dos “ventos alísios do Hemisfério Sul e do Hemisfério do Norte até às Filipinas”, onde o navegador morreu em 1521 antes de alcançar a sua meta, as ilhas Molucas (Indonésia), a partir das quais pretendia voltar para Espanha novamente pelo Pacífico para não ser interceptado por navios portugueses." https://www.publico.pt/

Este mapa de Abraham Ortelius foi realizado em 1570 e inclui já o estrito de Magalhães, dando-lhe o nome do almirante português. O mapa-múndi foi inserido no Theatrum Orbis Terrarum, considerado o primeiro atlas moderno. (Fonte: https://www.nationalgeographic.pt/historia/fernao-magalhaes )

O estreito tornou-se uma rota essencial para a navegação entre os dois oceanos, especialmente antes da abertura do Canal do Panamá.

Fonte: Google Earth Web

A paisagem que rodeia o estreito é deslumbrante, com fiordes, glaciares e montanhas que formam uma região de grande beleza natural. No entanto, a navegação não é isenta de desafios, uma vez que os ventos fortes e as correntes podem dificultar a passagem.


Fonte: Fotos Estreito de Magalhães (clicar no link para aceder)

domingo, 10 de novembro de 2024

Sabias que ontem fez 35 anos da queda do muro de Berlim?

A parede, inicialmente construída com pedras locais e depois transformada numa divisão de betão que dividia a Europa à força, passou a simbolizar a tirania totalitária da URSS e a Guerra Fria entre grupos de países com ideologias muito diferentes.
Fonte: Expresso, Stephen Jaffe /Getty Images

"Era por volta das 23h do dia 9 de novembro de 1989. Munidos de marretas, picaretas, martelos e todos os demais tipos de ferramentas destrutivas, cidadãos comuns, homens e mulheres, jovens e mais velhos, escalavam, eufóricos as paredes ásperas do muro que por 28 anos, 2 meses, 26 dias dividiu a capital da Alemanha, Berlim, em duas. Começava ali a ruir o maior símbolo do bipolarismo que colocou de lados opostos o comunismo e o capitalismo e que, por muito pouco, não levou o planeta a uma guerra nuclear catastrófica." (Jornal do Comércio) 

Milhares participaram ontem em eventos na capital alemã para marcar aniversário da queda de símbolo da Guerra Fria.

Fonte: Jornal de Notícias

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Sabias que os imigrantes têm dado um contributo positivo para a nossa Segurança Social?

                      

Aceder à notícia em: https://www.publico.pt/, 21/10/2024

Até Agosto, estrangeiros deram saldo positivo de 1818 milhões à Segurança Social.
Os dados, fornecidos ao PÚBLICO pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), mostram ainda que em 2024 são as mesmas cinco nacionalidades que mais contribuem para a Segurança Social: brasileiros, indianos, nepaleses, cabo-verdianos e espanhóis. 
Nestes oito meses de 2024, os brasileiros foram os maiores contribuintes, o que não surpreende, dado que representam a maior comunidade de estrangeiros (são 35% do total de imigrantes): contribuíram com 824,5 milhões, ou seja, 37,5% do total. De seguida foram os indianos, com quase 145 milhões (estes cidadãos representam apenas 4,2% da população estrangeira). Depois, em terceiro lugar no topo das contribuições, ficaram os cidadãos do Nepal, com 93,147 milhões (são quase 3% dos estrangeiros), os de Cabo Verde, com 83 milhões (são 4,68% dos estrangeiros), e os de Espanha com 70 milhões de euros (são quase 2% dos estrangeiros).
Até Agosto, estrangeiros deram saldo positivo de 1818 milhões à Segurança Social.
Em 2023 houve um aumento de 33,6% da população estrangeira residente face a 2022. O Brasil continuou a liderar o ranking das nacionalidades, seguido de Angola, com sete vezes menos de residentes — cerca de 55.600. Seguiram-se Cabo Verde (48.885), Reino Unido (47.409), Índia (44.051), Itália (36.227), Guiné-Bissau (32.535), Nepal (29.972), China (27.873), França (27.549) e São Tomé e Príncipe (26.460).

(...)

E que áreas profissionais ocupam estes cidadãos contribuintes? 

Segundo o MTSSS, entre os brasileiros destacam-se atividades administrativas e serviços de apoio; alojamento, restauração, comércio ou construção.

Já entre os indianos é a agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca; atividades administrativas e serviços de apoio; alojamento, restauração e similares; construção; indústrias transformadoras.

Nos nepaleses aparece sobretudo o alojamento, a restauração mas também a agricultura, a produção animal, caça, floresta e pesca; as atividades administrativas e serviços de apoio ou comércio.

entre os cabo-verdianos destaque para a construção; alojamento, restauração., atividades administrativas e serviços de apoio ou comércio.

(...)


sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Novidade

Tens um novo jogo ao dispôr, no separador dos jogos didáticos, sobre Portugal - NUTS III que entraram em vigor este ano (2024).


Treina para o sucesso!!!

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Incêndios. O que é preciso mudar para que não fique tudo na mesma?

Pior só Pedrógão e 2016: numa semana, Portugal caiu do melhor para o 3.º pior registo numa década

"Está aí o rescaldo dos incêndios que assombraram o Norte e Centro do país nos últimos dias: 135 mil hectares ardidos, 92% do total de área ardida este ano em todo o país. Portugal lidera UE em percentagem de área ardida." (...)
"O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias.
Os incêndios atingiram as regiões do norte e centro do país e provocaram 17 feridos graves e cinco mortos contabilizados pelas autoridades, tendo ainda deixado um rasto de destruição."

Fonte da foto: Octávio Passos, Sic Notícias (19/09/2024)


De maneira a reduzir o número e severidade dos incêndios rurais, as recomendações de especialistas sobre aspetos de prevenção, gestão e combate que podem ser melhorados em Portugal são as seguintes:
– A redução do número elevado de ignições com origem humana, em particular as negligentes e acidentais, com especial atenção nos dias em que se preveem condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de grandes incêndios;
– A criação de condições que viabilizem o aumento da área florestal sob gestão responsável, para reduzir a vulnerabilidade da floresta;
– O desenvolvimento de um sistema estrutural de defesa contra incêndios rurais, composto por faixas e mosaicos de gestão de combustível em áreas críticas, assim como uma rede viária florestal eficaz e uma rede de pontos de água distribuídos estrategicamente;
– A melhoria da capacidade estratégica de combate, através da implementação de sistemas de informação que permitam definir as melhores técnicas a implementar em cada situação e aproveitar o esforço aplicado na prevenção, reduzindo a severidade dos incêndios rurais;
– A disponibilização de recursos humanos e materiais capacitados para o espaço florestal: técnicas de combate indireto (por exemplo, criar aceiros com equipamento pesado e usar um contrafogo para limpar a vegetação) e a redução dos reacendimentos através do aumento da eficácia do rescaldo e vigilância.

Não basta apanhar os incendiários e limpar os "matos". Também a distribuição da população no território nacional, o forte abandono agrícola e florestal e o desordenamento do território influenciam. Sobre isto vale muito apena ler: https://paginaum.pt/2024/09/19/incendios-o-que-e-preciso-mudar-para-que-nao-fique-tudo-na-mesma/

Sabias que oficialmente se acabou o verão de 2024?

Fim do verão...

 
Fonte da Foto: Marta Ramos

Na verdade o equinócio de setembro de 2024 ocorreu a 22 de setembro às 12:44 de Portugal continental. Este momento marcou o início do outono no hemisfério norte.

O Outono é uma estação privilegiada para partir à descoberta das cores extraordinárias do nosso território.

Fonte da Foto: Marta Ramos

domingo, 4 de agosto de 2024

Qual o ponto de situação da central nuclear de Almaraz?

Serão os insetos a comida do futuro?


Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura já declarou os insetos como uma boa fonte de gordura, proteína, vitaminas, fibra e minerais. Também os cientistas têm também apontado os insetos como uma alternativa mais sustentável e mais barata para a alimentação humana.

sábado, 22 de junho de 2024

Notícia: Produção de peixe em aquicultura supera, pela primeira vez, a pesca de captura

Pela primeira vez, a produção aquícola de animais marinhos ultrapassou a pesca de captura, segundo a FAO. A China, Indonésia, Índia, Vietname, Bangladesh, Filipinas, República da Coreia, Noruega, Egito e Chile lideram o setor.

Foto: National Geographic.

produção da pesca e da aquicultura em 2022 aumentou para 223,2 milhões de toneladas em todo o mundo, mais 4,4% face ao ano de 2020, de acordo com a edição de 2024 do Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura (SOFIA), um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
(..)
Se esta produção recorde de alimentos marinhos mostra o potencial do setor no combate à insegurança alimentar e à desnutrição no mundo - o consumo global terá atingido 162,5 milhões de toneladas em 2021, segundo a FAO-, a União Europeia (UE) está muito aquém do que podia produzir.
(...)
Isto, apesar de a aquicultura ser “um dos setores alimentares com crescimento mais rápido no mundo”, mas no qual “a UE ocupa uma posição diminuta”, lê-se no relatório daquele Tribunal, batizado com o sugestivo título “Política de aquicultura da UE: Maior financiamento da UE, mas produção estagnada e resultados pouco claros”.
(...)

Em Portugal, de acordo com as últimas Estatística da Pesca (2023), a produção aquícola total em 2022 atingiu as 18 822 toneladas, o que significou um aumento de 4,8% face a 2021. Ainda assim, são quantidades muito abaixo das necessidades de consumo de pescado (55,6 kg/per capita/ano, mais do dobro do consumo médio na UE).

Fonte: https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-peixe-em-aquicultura-supera-pela-primeira-vez-a-pesca-de-captura-fao.html

Notícia: Repovoar o interior depende da oferta de comboios mais rápidos e frequentes

Novo Movimento Pelo Interior defende investimento em aumento de velocidade das linhas ferroviárias para evitar agravamento da desertificação e evitar concentração de pessoas e serviços na faixa costeira.


" A migração do interior tem pressionado cada vez mais o litoral do país: os empregos estão cada vez mais concentrados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, onde o metro quadrado fica cada vez mais caro e as famílias são obrigadas a morar nos subúrbios. Sem haver planeamento do território, essas pessoas ficam a depender do automóvel para chegarem ao emprego, porque as redes de transporte não conseguem responder atempadamente a estes movimentos. As pessoas ficam presas nas filas, no para-arranca, acabam por gastar mais combustível, agravando a importação de bens e rompendo com qualquer estratégia de descarbonização dos transportes, um dos maiores emissores de gases com efeitos de estufa. Há menor qualidade de vida.

O Plano Ferroviário Nacional (PFN) é uma oportunidade para mudar tudo nos carris portugueses: “Os passageiros, o aumento das velocidades e a consequente redução dos tempos de viagem têm de ser um objetivo central do processo de decisão de investir.” 

Por Diogo Nunes em "Diário de Notícias": https://www.dn.pt/6004313703/repovoar-o-interior-depende-da-oferta-de-comboios-mais-rapidos-e-frequentes/

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Recomendada a visualização dos vários episódios: "Entre o Mar e a Terra"

Clica aqui para aceder:

"Entre o Mar e a Terra"

E porque é que hoje é o Dia da Europa?

A Declaração Schuman foi proferida pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman, a 9 de maio de 1950. Nela se propunha a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) com vista a instituir um mercado comum do carvão e do aço entre os países fundadores.

A CECA (membros fundadores: França, República Federal da Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo) deu origem à atual União Europeia.


quinta-feira, 25 de abril de 2024

E porque hoje é 25 de abril...

       

Muitas transformações ocorreram na mais popular revolução de um país outrora governado pelo rei D. Afonso Henriques. É urgente que a história permaneça viva e, na memória de todos, as transformações e mudanças que aquele dia trouxe ao nosso país.

A censura terminou. Passou-se a ter direito a opinião e a expressar-se livremente.

O direito ao voto passou a ser de todos a partir dos 18 anos.

As mulheres deixaram de ser "propriedade" dos maridos. Passaram a poder viajar sem precisar da autorização escrita do marido e as professoras puderam casar livremente sem requerer autorização.

Estabeleceu-se o direito à greve e a férias.

O Sistema Nacional de Saúde implementou-se, mesmo não sendo perfeito.

O acesso à educação deixou de ser elitista e passou a ser para todos.

Honremos todos que marcharam pela nossa liberdade...

Já ouviste falar dos prédios Floresta Vertical (“Bosco Verticale”): dois arranha-céus revestidos do verde de milhares de árvores, arbustos e plantas?

 Lê o seguinte artigo: a floresta dentro das cidades


Conheces uma área mineira abandonada requalificada para aproveitamento turístico?

 

Fonte da imagem: https://roteirodasminas.dgeg.gov.pt/lista-de-pontos/mina-de-sao-domingos-pt-1/

A mina de São Domingos, localizada na Faixa Piritosa Ibérica, no concelho de Mértola, funcionou entre 1864 e 1965 e nela eram explorados cobre e enxofre. 

O conjunto inclui várias estruturas e equipamentos que eram utilizados na produção e processamento de minério, como a grande mina a céu aberto, o complexo industrial, além de uma aldeia onde residiam os operários e os administradores da mina. O minério era transportado por uma linha férrea até ao porto fluvial do Pomarão, no Rio Guadiana, onde era transferido para barcos com destino a outras partes do país ou para o estrangeiro. 

A exploração criou gravíssimos problemas ambientais na região em redor, devido principalmente à contaminação das águas pelas escórias, que foram deixadas no local após o encerramento da mina.

Atualmente existe uma Rota do Minério que percorre as ruas da localidade alentejana, além dos velhos acessos do antigo complexo mineiro, seguindo ao longo da antiga via-férrea até ao Porto do Pomarão. A Casa do Mineiro, possível de visitar, ilustra a vivência das famílias e alberga objetos e memórias dos tempos em que a mina funcionava.

Passados todos estes anos, restou também a praia fluvial da Tapada Grande. Inicialmente construída para abastecimento da povoação e dos trabalhos mineiros, assume agora funcionalidades recreativas.


Como se distribui a produção de eletricidade através das energias renováveis no mundo?

Como é o consumo de energia por pessoa, no mundo, desde os anos 60?

Quais os impactes da indústria extrativa?

- alteração da paisagem;
- desflorestação e destruição de habitats;
- poluição dos solos e das águas superficiais e subterrânea;
- poluição sonora provocada pelos rebentamentos;
- degradação das áreas devido ao abandono das minas e pedreiras;
- aumento do desemprego e diminuição da qualidade de vida pelo encerramento das minas.

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Memórias da visita de estudo ao litoral português e Lisboa

No âmbito da disciplina de Geografia A e C dos cursos de Línguas e Humanidades e de Ciências Socioeconómicas, os alunos do 10.º, 11.º, e 12.º anos realizaram, nos dias 14 e 15 de março de 2024, uma visita de estudo ao litoral português e à cidade de Lisboa. 

Assim, começámos por visitar S. Martinho do Porto, uma pitoresca vila costeira conhecida pela sua bela baía em forma de concha. Partimos em direção à Lagoa de Óbidos, um paraíso natural de águas tranquilas rodeada por belas paisagens de que, devido a constrangimentos alheios à nossa vontade, não conseguimos tirar todo o proveito. Fica a vontade de regressar. 

Seguiu-se uma paragem no Tômbolo de Peniche, onde tirámos belas fotos no Cabo Carvoeiro, um promontório com falésias escarpadas, formações rochosas impressionantes e vistas espetaculares para o Oceano Atlântico, de onde foi possível avistar as Berlengas. E não podíamos sair de Peniche sem passar pela sua conhecida Fortaleza e sem dar um salto à praia Supertubos, um paraíso para os surfistas devido às suas ondas desafiadoras.

Chegados a Lisboa, dedicámos tempo a explorar o moderno e vibrante Parque das Nações, uma área revitalizada, local da Expo98, que mudou a parte oriental da cidade. Passeámos ao longo do Rio Tejo, maravilhando-nos com a arquitetura contemporânea, os jardins bem cuidados e as diversas atrações culturais. Houve ainda oportunidade de fazer umas comprinhas no Centro Comercial Vasco da Gama.

O segundo dia foi dedicado a percorrer a pé a Baixa de Lisboa, conhecida pela sua planta ortogonal arquitetada pelo Marquês de Pombal após o terramoto, pelas suas ruas históricas, arquitetura impressionante e vibrante atmosfera cultural. 

Este dia culminou com a visita ao QUAKE – Museu do Terramoto, um museu fascinante e interativo que explora a história sísmica de Lisboa e os impactos do grande terramoto de 1755. Através de exposições interativas e artefactos históricos, aprendemos sobre as causas e consequências do desastre natural e sua influência na arquitetura, cultura e sociedade da cidade, bem como a agir nestas situações.

A nossa visita foi repleta de descobertas, aventuras e momentos inesquecíveis que proporcionaram aprendizagens e cimentaram relações.



quarta-feira, 20 de março de 2024

Sabias que hoje se iniciou a primavera?


Hoje, dia 20 de março de 2024 chegamos mais uma vez equinócio de março, marcando o fim do inverno no hemisfério norte. Na última madrugada, mais precisamente às 03h06 (Portugal Continental), teve início o momento em que o dia e a noite têm a mesma duração. Depois desta data os dias naturais vão ficando cada vez maiores até atingirmos o solstício de junho que acontece no dia 20 de junho às 21h50, altura em que teremos a noite mais curta do ano
.

terça-feira, 5 de março de 2024

Sabes que há novas NUTS?

Em relação à versão anterior – NUTS 2013 –, a versão de 2024 traduz-se na criação das NUTS II "Grande Lisboa", "Península de Setúbal" e "Oeste e Vale do Tejo". Ao nível das NUTS III, foram criadas as da "Grande Lisboa" e "Península de Setúbal", coincidentes com os limites das respetivas NUTS II, e a designação de “Alto Tâmega” para “Alto Tâmega e Barroso”.



quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Resíduos urbanos: onde se produz mais em Portugal e como são tratados?


 

Sabias que Portugal é um dos países onde a energia eólica mais pesa no “cabaz” energético?

Sem carvão e sem nuclear, Portugal é um dos países onde o eólico mais pesa no “cabaz” energético (26%), depois de Dinamarca, Irlanda, Alemanha, Países Baixos e Espanha, diz a WindEurope. Tem também, a par de Espanha, o parque de turbinas mais envelhecidas dos 27. Portugal é um dos 11 países da UE que tem energia eólica no mar, com os 25 MW do parque Windfloat Atlantic, em Viana do Castelo.


Por todo o mundo, o potencial da energia eólica é utilizado como recurso verde para a produção de energia elétrica. Com os incentivos dados em anos passados, foi possível um forte investimento neste setor, tornando-o o segundo mais rentável no que diz respeito à produção elétrica com origem em fontes de energia renovável, ficando apenas atrás das centrais hídricas.

Na Europa determinou-se que, até ao ano de 2030, cerca  de 32% de toda a energia consumida deverá ter como origem recursos renováveis. Neste contexto, o nosso país tem metas bastante ambiciosas no que concerne à produção de energia elétrica com recurso a fontes renováveis. 

Efetivamente, Portugal estabeleceu para si próprio, através do PNEC 2030, que o seu contributo global para a incorporação de recursos energéticos renováveis deverá estar na ordem dos 47%, sendo que para a produção de eletricidade, essa incorporação de renováveis estará próxima dos 80%. 

Face ao exposto, é fundamental garantir-se que existirá um reforço do mix energético nacional estabelecido, dando-se particular relevo às energias de origem eólica, fotovoltaica, biomassa, entre outras.

(Fonte: https://www.iep.pt/o_futuro_da_energia_eolica_em_portugal/)


Memórias da Visita Virtual ao Centro de Triagem da Lipor

Os alunos das turmas de 8º ano realizaram, nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2024, no âmbito da disciplina de Geografia, uma visita virtual ao centro de triagem da Lipor, no contexto da temática "áreas de fixação demográfica". Pretendeu-se que os alunos refletissem sobre a importância do seu contributo para melhorar a qualidade de vida do mundo em que vivem, nomeadamente contribuindo para assegurar uma melhor gestão dos resíduos sólidos urbanos e, com isso, para uma maior sustentabilidade do lugar onde vivemos e do nosso planeta. 

Os técnicos da Lipor começaram por explicar como realizar uma adequada separação de resíduos, seguindo-se um circuito pelo Centro de Triagem, onde foi possível perceber o caminho dos resíduos, depois de serem entregues para reciclagem, até serem encaminhados para a indústria recicladora. É nesta unidade que é realizada uma seleção mais rigorosa das embalagens de plástico, metal e embalagens de cartão para alimentos líquidos provenientes dos circuitos de recolha seletiva (Ecopontos, Ecocentros, circuitos de recolha seletiva Porta-a-Porta) de forma a poderem ser enviados para a reciclagem. O trabalho dos colaboradores da LIPOR, nesta etapa, é fundamental para garantir a qualidade dos materiais que chegam às indústrias recicladoras. 




No entanto, todas estas etapas estão dependentes de um primeiro gesto, o do cidadão. A reciclagem começa quando colocamos os nossos resíduos nos respetivos ecopontos. Não nos esqueçamos que tudo à nossa volta é constituído por recursos (visíveis e invisíveis), o que significa impactes ao nível da sua exploração e impactes ambientais nos locais onde são obtidos.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Sabias que ontem, dia 25 de fevereiro, se comemorou o dia da Geografia?


O dia 25 de fevereiro passou a ser o Dia da Geografia portuguesa, em homenagem à data da homologação do 1.º Curso de Geografia (ciências geográficas) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, segundo o Decreto N.º18003 de 25 de fevereiro de 1930.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Notícia Expresso: “A agricultura portuguesa já utiliza Inteligência Artificial, mas nos manuais escolares só se vê o burro e o arado”

Luís Mira lamenta que exista uma perceção errada do setor agrícola e da sua importância para a sociedade. Apenas 5% da população se dedica à agricultura, uma atividade que, diz, é a única realmente sustentável. Afinal, são as plantas que resgatam o carbono. E garante que a tecnologia e a inteligência artificial utilizadas no setor não são ficção científica.

“A agricultura hoje é outro mundo.” E é outro mundo também em Portugal. Distantes estão os tempos da Família Prudêncio, criada pelo Ministério da Agricultura, no início dos anos 70 do século passado, quando a televisão ainda era a preto e branco. “Os conselhos que davam nessa época hoje seriam considerados crimes ambientais. Isto mostra o que o setor evoluiu. Os políticos e os consumidores, por vezes, não têm noção disso”, recorda Luís Mira.

Mas não havendo uma Família Prudêncio do século XXI, também não se sabe que agora faz-se produção integrada em pomares de maçãs e pêras. Ou seja, só se aplica um determinado produto nas árvores se não houver outra opção, faz-se contagem de insetos, aplicam-se técnicas para conter a reprodução, lançam-se insetos para comerem outros... "Isto não é ficção científica. Todos os que produzem para o mercado o fazem”, afiança o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal.


Por isso no entender de Luís Mira a agricultura sofre de um problema de imagem. “Há 40 anos quem queria ser cozinheiro? Nem aparecia na sala. Atualmente a atividade tornou-se limpa, com luz, com amor e os chefes são figuras públicas”, exemplifica, para dizer que a agricultura tem de seguir este exemplo.

Ninguém quer ser tratorista, mas se for um operador digital de máquinas rurais se calhar a apetência já é outra. “Há uma perceção errada do que é a atividade agrícola e da importância que ela tem para a sociedade,” Outro ponto que salienta é a questão da formação: “Qual é a universidade que sabe de vinho? Quero colocar um novo olival, qual é a universidade que sabe dar informação técnica sobre isso? Isto acontece porque somos um país desorganizado e porque as universidades querem perceber de tudo em vez de se especializarem.”


Revela ainda que Portugal não tem falta de água, mas tem um problema de gestão da água e termina elogiando o setor: “Temos os melhores vinhos do mundo, o melhor concentrado de tomate do mundo, cortiça, frutas e hortícolas incríveis. Temos 320 mil hectares de olival conseguidos através da tecnologia, ‘sem intervenção política’. No litoral alentejano podemos produzir framboesas 52 semanas por ano. Isso não existe em muitas partes do mundo."

E volta às comparações. "A onda da Nazaré também estava lá, mas só quando um americano a viu é que passou a ser a melhor onda do mundo, infelizmente temos casos desses na agricultura.”

Fonte: https://expresso.pt/podcasts/ser-ou-nao-ser/2024-01-16-A-agricultura-portuguesa-ja-utiliza-Inteligencia-Artificial-mas-nos-manuais-escolares-so-se-ve-o-burro-e-o-arado-d014fa86

Notícia Expresso - Ana Estanqueiro: “Espanha pode cortar o fornecimento de energia a Portugal e isso é perfeitamente legal”

 Depois de fechar as centrais elétricas a carvão, Portugal aumentou as compras de energia elétrica a Espanha. E essa mudança acabou por levantar questões estratégicas sobre a dependência nacional relativamente à energia que vem do país vizinho, alerta Ana Estanqueiro, investigadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia. A investigadora acredita que as renováveis vão acabar por mudar o paradigma e os hábitos de consumo de energia.

Ana Estanqueiro, investigadora do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) e referência no desenvolvimento da energia eólica e na sua integração na rede elétrica, considera que já não há margem para acomodar em Portugal investimentos em centrais nucleares. Em entrevista ao podcast Futuro do Futuro, a investigadora lembra que a estabilidade da rede elétrica, que obriga a evitar tanto escassez como também os excessos de produção, acaba por inviabilizar, do ponto de vista técnico, os investimentos em centrais nucleares.

“Em Portugal, quando tomámos no final dos anos 80 e no princípio dos anos 90 a opção claramente renovável, retirámos do nosso horizonte a hipótese de ter centrais nucleares”, informa a investigadora do LNEG.

Ana Estanqueiro recorda que o consumo de eletricidade em Portugal ronda os 10 gigawatts (GW), sendo que uma central nuclear, além de uma elevada potência, caracteriza-se pela produção em contínuo, que gera desafios técnicos acrescidos quando se trata de escoar a energia para a rede, sempre que se supera o máximo atingido pelo consumo.

Esse excesso, que é especialmente problemático para a gestão de uma rede elétrica, poderia deixar de ser assim tão raro tendo em conta que Portugal já tem barragens, eólicas ou fotovoltaicas e outros meios de produção de eletricidade.

“Para que funcione sem problemas, em cada instante no tempo, a produção de eletricidade tem que igualar o consumo total de eletricidade num determinado país ou determinada zona”, explica a cientista.

No entender de Ana Estanqueiro, centrais nucleares e energias renováveis “coabitam muito mal” na rede elétrica, pois juntam os desafios técnicos associados ao excesso de uma fonte de energia constante como o nuclear aos desafios não menos trabalhosos das renováveis, que se distinguem pelo facto de não ser possível garantir sol ou vento a toda a hora para a produção de energia.

Mesmo com as limitações técnicas que poderão surgir de uma futura produção em excesso, Portugal não deixa de estar dependente das importações de energia de Espanha.

Portugal e Espanha têm climas parecidos – e isso significa que podem ser afetados em simultâneo tanto na abundância como na escassez de sol ou vento. E esse fator pode pôr em risco a segurança energética nacional, no dia em que Espanha não tiver vento ou sol em volumes suficientes para produzir e exportar a eletricidade que Portugal importa.


“Em termos legais, Espanha pode cortar o fornecimento a Portugal e dar prioridade ao seu espaço nacional. E isso é perfeitamente legal em termos comunitários”, recorda Ana Estanqueiro.

A variabilidade que caracteriza as renováveis também haverá de gerar impacto nos hábitos de consumo de vários pontos do globo. “Vamos ter que mudar este paradigma. O consumo vai ter que se tornar muito mais flexível porque a produção é muito menos flexível do que foi no passado”.

Mais uma vez, a dificuldade da rede em lidar com o excesso de energia terá implicações nas rotinas e nas carteiras dos consumidores. “Entre as 11 da manhã e as 4 da tarde a energia vai ser muito barata. E vamos deixar os eletrodomésticos programados, a máquina de lavar a louça e a de lavar a roupa, para lavar essas horas. Porquê? Porque a produção fotovoltaica está a subir e a essas horas vai haver um excesso de produção”, acrescenta a investigadora.


Perante um cenário que rapidamente passa do excesso à escassez e vice-versa, apenas as tecnologias de armazenamento de energia se podem revelar providenciais. Mas nesse campo, Ana Estanqueiro garante que ainda nada superou as centrais hídricas – ainda que aponte o hidrogénio como caminho a seguir.

A investigadora do LNEG, que também dá aulas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, recorda que “uma das mais-valias mais relevantes da produção de hidrogénio” remete precisamente para a possibilidade de “utilizar a energia excedente de centrais eólicas e solares fotovoltaicas em horas em que o consumo não justifica essa produção e usar esse excedente para produzir hidrogénio e guardar esse hidrogénio”.

A aposta europeia no hidrogénio, apesar de ser uma aposta a longo prazo, também poderá ajudar a reduzir a dependência de combustíveis fósseis. “O hidrogénio tem a capacidade de, senão totalmente, pelo menos parcialmente, substituir o gás”, responde Ana Estanqueiro. Em contrapartida, a investigadora é cética quanto à hipótese de desenvolvimento de unidades de armazenamento de energia feitas partir do lítio.

“Devo dizer que não sou muito favorável, em termos de utilização sustentável e eficiente, dos materiais de instalação de baterias eletroquímicas de lítio, por exemplo, à escala do sistema elétrico. Porquê? Porque os materiais são escassos, e o impacto ambiental da mineração é também elevado”.

Ana Estanqueiro, investigadora do LNEG, trouxe para o podcast Futuro do Futuro uma imagem de uma turbina eólica instalada no mar para ilustrar uma nova tendência na produção de energia
Ana Estanqueiro, investigadora do LNEG, trouxe para o podcast Futuro do Futuro uma imagem de uma turbina eólica instalada no mar para ilustrar uma nova tendência na produção de energia 

Nos habituais desafios colocados no podcast Futuro do Futuro, Ana Estanqueiro trouxe para escuta um som produzido por uma turbina eólica, e uma imagem que pretende ilustrar o potencial dos parques eólicos que operam a flutuar no mar.

O Plano de Afetação que o Governo lançou recentemente para a produção de energia eólica a partir do mar já deverá contemplar um acréscimo de 10 GW na capacidade de produção de eletricidade nacional. O que pode significar mais 50% de capacidade de produção elétrica atual.


“Os pescadores estão a ser tomados em consideração nas várias zonas”, garante Ana Estanqueiro. Como exemplo, a investigadora destaca o cuidado do Plano de Afetação, ao afastar a instalação de turbinas eólicas de uma zona de pesqueiro especialmente rica em Viana do Castelo, para evitar perdas para quem vive da pesca.

Por outro lado, a presença da eólicas flutuantes poderá dar igualmente o mote para a instalação de unidades de exploração de aquacultura. “Desde as primeiras turbinas que se instalaram em Portugal que digo que não se faz este tipo de centrais contra as pessoas no local”, conclui Ana Estanqueiro.


Fonte:https://expresso.pt/podcasts/o-futuro-do-futuro/2024-01-23-Ana-Estanqueiro-Espanha-pode-cortar-o-fornecimento-de-energia-a-Portugal-e-isso-e-perfeitamente-legal

Novidade

Novos jogos sobre " Vazios humanos " e " As maiores cidades do mundo " disponíveis no separador dos Jogos didáticos