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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Quais os fatores que contribuem para a degradação do litoral?

Os fatores que contribuem para a degradação do litoral são:

• a diminuição da quantidade de sedimentos que atingem a costa;
• a subida do nível médio das águas do mar;
• o pisoteio da vegetação que protege as dunas;
• a configuração geral da costa;
• a produção de resíduos e efluentes domésticos, agrícolas e industriais, lançados nos rios e no mar sem tratamento;
• sobre-exploração dos aquíferos;
• a crescente pressão urbanística;
• a construção anárquica de habitações, muitas vezes edificadas em sistemas dunares e em arribas. 

A propósito deste último ponto, o caso da Costa da Caparica:

Há uns dias aconteceu um grande movimento de massa na "Arriba fóssil da Caparica", danificando pelo menos 17 habitações, 3 soterradas e a retirada de 31 pessoas. 
            

De acordo com o geólogo Pedro Cunha este "movimento de massa teve como principais fatores condicionantes:
1) A litologia ser constituída por margas muito pouco consolidadas que, por saturação em água resultante da chuva intensa e prolongada, se tornam muito plásticas e se favorece o desenvolvimento de escorregamento; também existem camadas de calcário intercaladas que tombaram e tiveram quedas.
2) O muito grande declive da vertente (da paleoarriba).
Como fatores desencadeantes:
1) A precipitação intensa e prolongada (dando saturação em água às margas).
2) A ação humana, por escavamento no sopé da vertente.

Agora, após desgraça, o que a Câmara (quem, inconscientemente, licenciou) deve fazer:
- Desativar as construções localizadas junto ao sopé da vertente e substituí-las por outras.
- Implantar uma barreira de gabião, ou muro resistente (que não tombe) no sopé da vertente, para evitar que a queda de materiais se movimente no sopé e atinja posições mais afastadas.
- Definir uma faixa de perigosidade, impedindo novas construções nela."



Repensar o ordenamento dos espaços costeiros, através de uma maior articulação dos instrumentos de planeamento e gestão dos espaços costeiros é fundamental!

sábado, 22 de junho de 2024

Notícia: Produção de peixe em aquicultura supera, pela primeira vez, a pesca de captura

Pela primeira vez, a produção aquícola de animais marinhos ultrapassou a pesca de captura, segundo a FAO. A China, Indonésia, Índia, Vietname, Bangladesh, Filipinas, República da Coreia, Noruega, Egito e Chile lideram o setor.

Foto: National Geographic.

produção da pesca e da aquicultura em 2022 aumentou para 223,2 milhões de toneladas em todo o mundo, mais 4,4% face ao ano de 2020, de acordo com a edição de 2024 do Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura (SOFIA), um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
(..)
Se esta produção recorde de alimentos marinhos mostra o potencial do setor no combate à insegurança alimentar e à desnutrição no mundo - o consumo global terá atingido 162,5 milhões de toneladas em 2021, segundo a FAO-, a União Europeia (UE) está muito aquém do que podia produzir.
(...)
Isto, apesar de a aquicultura ser “um dos setores alimentares com crescimento mais rápido no mundo”, mas no qual “a UE ocupa uma posição diminuta”, lê-se no relatório daquele Tribunal, batizado com o sugestivo título “Política de aquicultura da UE: Maior financiamento da UE, mas produção estagnada e resultados pouco claros”.
(...)

Em Portugal, de acordo com as últimas Estatística da Pesca (2023), a produção aquícola total em 2022 atingiu as 18 822 toneladas, o que significou um aumento de 4,8% face a 2021. Ainda assim, são quantidades muito abaixo das necessidades de consumo de pescado (55,6 kg/per capita/ano, mais do dobro do consumo médio na UE).

Fonte: https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-peixe-em-aquicultura-supera-pela-primeira-vez-a-pesca-de-captura-fao.html

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Reportagem do Jornal Público: “Uma solução pontual não faz sentido. O mar trabalha todos os dias e nunca se cansa”

Vale apena ler...

"Na Figueira da Foz, as areias acumulam-se a norte, criando a maior praia urbana da Europa, e desaparecem a sul, obrigando a reposição constante de sedimentos para manter as dunas (...)"


Fotografia: Tiago Bernardo Lopes

Memórias da Visita de estudo "Entre o Mar e a Terra: Recursos, Património e Território”

A visita de estudo realizada nos dias 19 e 20 de março, no âmbito da disciplina de Geografia A (e ainda de Cidadania e Desenvolvimento) dos ...