Os mapas revelam a continuidade dos contrastes demográficos em Portugal. A mortalidade mantém-se mais elevada no interior, evidenciando populações mais envelhecidas e maior perda de população. Em sentido oposto, as áreas metropolitanas e parte do litoral apresentam valores mais baixos.
A natalidade apresenta valores mais elevados nas regiões mais jovens e urbanas, com destaque para as áreas metropolitanas e para o Algarve, enquanto o interior rural apresenta níveis bastante reduzidos.
A taxa de crescimento efetivo confirma esta clivagem: grande parte do interior regista quebras populacionais significativas, enquanto alguns municípios do litoral — sobretudo nas regiões de Lisboa, Algarve e do Norte litoral — ainda conseguem crescer, impulsionados por dinâmicas urbanas, fluxos migratórios e maior concentração de serviços e emprego.
Os dados traduzem um país profundamente marcado pelas assimetrias litoral–interior, onde o envelhecimento e a perda populacional continuam a concentrar-se nos territórios de baixa densidade, ao passo que os principais centros urbanos mantêm algum dinamismo demográfico.


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