segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Incêndios. O que é preciso mudar para que não fique tudo na mesma?

Pior só Pedrógão e 2016: numa semana, Portugal caiu do melhor para o 3.º pior registo numa década

"Está aí o rescaldo dos incêndios que assombraram o Norte e Centro do país nos últimos dias: 135 mil hectares ardidos, 92% do total de área ardida este ano em todo o país. Portugal lidera UE em percentagem de área ardida." (...)
"O Governo declarou situação de calamidade em todos os municípios afetados pelos incêndios nos últimos dias.
Os incêndios atingiram as regiões do norte e centro do país e provocaram 17 feridos graves e cinco mortos contabilizados pelas autoridades, tendo ainda deixado um rasto de destruição."

Fonte da foto: Octávio Passos, Sic Notícias (19/09/2024)


De maneira a reduzir o número e severidade dos incêndios rurais, as recomendações de especialistas sobre aspetos de prevenção, gestão e combate que podem ser melhorados em Portugal são as seguintes:
– A redução do número elevado de ignições com origem humana, em particular as negligentes e acidentais, com especial atenção nos dias em que se preveem condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de grandes incêndios;
– A criação de condições que viabilizem o aumento da área florestal sob gestão responsável, para reduzir a vulnerabilidade da floresta;
– O desenvolvimento de um sistema estrutural de defesa contra incêndios rurais, composto por faixas e mosaicos de gestão de combustível em áreas críticas, assim como uma rede viária florestal eficaz e uma rede de pontos de água distribuídos estrategicamente;
– A melhoria da capacidade estratégica de combate, através da implementação de sistemas de informação que permitam definir as melhores técnicas a implementar em cada situação e aproveitar o esforço aplicado na prevenção, reduzindo a severidade dos incêndios rurais;
– A disponibilização de recursos humanos e materiais capacitados para o espaço florestal: técnicas de combate indireto (por exemplo, criar aceiros com equipamento pesado e usar um contrafogo para limpar a vegetação) e a redução dos reacendimentos através do aumento da eficácia do rescaldo e vigilância.

Não basta apanhar os incendiários e limpar os "matos". Também a distribuição da população no território nacional, o forte abandono agrícola e florestal e o desordenamento do território influenciam. Sobre isto vale muito apena ler: https://paginaum.pt/2024/09/19/incendios-o-que-e-preciso-mudar-para-que-nao-fique-tudo-na-mesma/

Sabias que oficialmente se acabou o verão de 2024?

Fim do verão...

 
Fonte da Foto: Marta Ramos

Na verdade o equinócio de setembro de 2024 ocorreu a 22 de setembro às 12:44 de Portugal continental. Este momento marcou o início do outono no hemisfério norte.

O Outono é uma estação privilegiada para partir à descoberta das cores extraordinárias do nosso território.

Fonte da Foto: Marta Ramos

domingo, 4 de agosto de 2024

Qual o ponto de situação da central nuclear de Almaraz?

Serão os insetos a comida do futuro?


Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura já declarou os insetos como uma boa fonte de gordura, proteína, vitaminas, fibra e minerais. Também os cientistas têm também apontado os insetos como uma alternativa mais sustentável e mais barata para a alimentação humana.

sábado, 22 de junho de 2024

Notícia: Produção de peixe em aquicultura supera, pela primeira vez, a pesca de captura

Pela primeira vez, a produção aquícola de animais marinhos ultrapassou a pesca de captura, segundo a FAO. A China, Indonésia, Índia, Vietname, Bangladesh, Filipinas, República da Coreia, Noruega, Egito e Chile lideram o setor.

Foto: National Geographic.

produção da pesca e da aquicultura em 2022 aumentou para 223,2 milhões de toneladas em todo o mundo, mais 4,4% face ao ano de 2020, de acordo com a edição de 2024 do Estado Mundial da Pesca e da Aquicultura (SOFIA), um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
(..)
Se esta produção recorde de alimentos marinhos mostra o potencial do setor no combate à insegurança alimentar e à desnutrição no mundo - o consumo global terá atingido 162,5 milhões de toneladas em 2021, segundo a FAO-, a União Europeia (UE) está muito aquém do que podia produzir.
(...)
Isto, apesar de a aquicultura ser “um dos setores alimentares com crescimento mais rápido no mundo”, mas no qual “a UE ocupa uma posição diminuta”, lê-se no relatório daquele Tribunal, batizado com o sugestivo título “Política de aquicultura da UE: Maior financiamento da UE, mas produção estagnada e resultados pouco claros”.
(...)

Em Portugal, de acordo com as últimas Estatística da Pesca (2023), a produção aquícola total em 2022 atingiu as 18 822 toneladas, o que significou um aumento de 4,8% face a 2021. Ainda assim, são quantidades muito abaixo das necessidades de consumo de pescado (55,6 kg/per capita/ano, mais do dobro do consumo médio na UE).

Fonte: https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-peixe-em-aquicultura-supera-pela-primeira-vez-a-pesca-de-captura-fao.html

Notícia: Repovoar o interior depende da oferta de comboios mais rápidos e frequentes

Novo Movimento Pelo Interior defende investimento em aumento de velocidade das linhas ferroviárias para evitar agravamento da desertificação e evitar concentração de pessoas e serviços na faixa costeira.


" A migração do interior tem pressionado cada vez mais o litoral do país: os empregos estão cada vez mais concentrados nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, onde o metro quadrado fica cada vez mais caro e as famílias são obrigadas a morar nos subúrbios. Sem haver planeamento do território, essas pessoas ficam a depender do automóvel para chegarem ao emprego, porque as redes de transporte não conseguem responder atempadamente a estes movimentos. As pessoas ficam presas nas filas, no para-arranca, acabam por gastar mais combustível, agravando a importação de bens e rompendo com qualquer estratégia de descarbonização dos transportes, um dos maiores emissores de gases com efeitos de estufa. Há menor qualidade de vida.

O Plano Ferroviário Nacional (PFN) é uma oportunidade para mudar tudo nos carris portugueses: “Os passageiros, o aumento das velocidades e a consequente redução dos tempos de viagem têm de ser um objetivo central do processo de decisão de investir.” 

Por Diogo Nunes em "Diário de Notícias": https://www.dn.pt/6004313703/repovoar-o-interior-depende-da-oferta-de-comboios-mais-rapidos-e-frequentes/

Memórias da Visita de estudo "Entre o Mar e a Terra: Recursos, Património e Território”

A visita de estudo realizada nos dias 19 e 20 de março, no âmbito da disciplina de Geografia A (e ainda de Cidadania e Desenvolvimento) dos ...