sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sabes que as cheias do Mondego não são uma surpresa?

As cheias do Mondego são uma consequência previsível de décadas de decisões erradas no ordenamento do território.
Fonte: SIC Notícias


Fonte: Público

Fonte: Observador

Fonte: Radio Renascença

Como disse António de Bento Rodrigues: “Não podemos continuar a autorizar as pessoas a instalarem-se, quer as pessoas, quer as atividades, empresas, armazéns, fábricas, casas, em leito de cheia, porque isto por muito que se faça, por muitas obras que se façam, isto irá sempre ocorrer”.

Leito de cheia: espaço do vale ocupado quando, devido à precipitação intensa, as águas do rio sobem e transbordam as margens do leito normal.

Quais os fatores que contribuem para a degradação do litoral?

Os fatores que contribuem para a degradação do litoral são:

• a diminuição da quantidade de sedimentos que atingem a costa;
• a subida do nível médio das águas do mar;
• o pisoteio da vegetação que protege as dunas;
• a configuração geral da costa;
• a produção de resíduos e efluentes domésticos, agrícolas e industriais, lançados nos rios e no mar sem tratamento;
• sobre-exploração dos aquíferos;
• a crescente pressão urbanística;
• a construção anárquica de habitações, muitas vezes edificadas em sistemas dunares e em arribas. 

A propósito deste último ponto, o caso da Costa da Caparica:

Há uns dias aconteceu um grande movimento de massa na "Arriba fóssil da Caparica", danificando pelo menos 17 habitações, 3 soterradas e a retirada de 31 pessoas. 
            

De acordo com o geólogo Pedro Cunha este "movimento de massa teve como principais fatores condicionantes:
1) A litologia ser constituída por margas muito pouco consolidadas que, por saturação em água resultante da chuva intensa e prolongada, se tornam muito plásticas e se favorece o desenvolvimento de escorregamento; também existem camadas de calcário intercaladas que tombaram e tiveram quedas.
2) O muito grande declive da vertente (da paleoarriba).
Como fatores desencadeantes:
1) A precipitação intensa e prolongada (dando saturação em água às margas).
2) A ação humana, por escavamento no sopé da vertente.

Agora, após desgraça, o que a Câmara (quem, inconscientemente, licenciou) deve fazer:
- Desativar as construções localizadas junto ao sopé da vertente e substituí-las por outras.
- Implantar uma barreira de gabião, ou muro resistente (que não tombe) no sopé da vertente, para evitar que a queda de materiais se movimente no sopé e atinja posições mais afastadas.
- Definir uma faixa de perigosidade, impedindo novas construções nela."



Repensar o ordenamento dos espaços costeiros, através de uma maior articulação dos instrumentos de planeamento e gestão dos espaços costeiros é fundamental!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Anticiclone dos Açores... com humor


Anticiclones vs Depressões barométricas
             
                        

                            

O anticiclone é um centro de alta pressão atmosférica em torno do qual o vento sopra no sentido do movimento dos ponteiros do relógio no hemisfério norte (e em sentido contrário no hemisfério sul), porque a pressão atmosférica é máxima no centro e diminui à medida que a distância ao centro aumenta. 
O anticiclone dos Açores é um exemplo de um anticiclone subtropical. Está lá grande parte do ano, mas muda de posição e de intensidade conforme as estações. Os verões são quentes e secos e os invernos tendem a ser moderados, quer em termos de temperatura, quer de pluviosidade. Na verdade, situado sobre o Atlântico Norte, este sistema de altas pressões influencia tanto o clima da Europa Ocidental como o do Norte de África e o da América do Norte.

Sabias que hoje é o Dia da Geografia?